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Com arroz a R$ 40, macarrão e fubá viram protagonistas no prato do mineiro

Não há previsão para redução nas tarifas de importação chegar ao consumidor, afirma Amis; entidade pediu que Zema reduza ICMS do óleo para baixar produto em Minas

Na casa de Geralda de Araújo, 72, o arroz foi trocado por fubá ou por macarrão. Ela também reduziu o consumo de feijão e de óleo, mas o motivo não foi dieta alimentar, e, sim, o aumento do preço desses itens nos supermercados. “Bato o feijão no liquidificador, taco água nele e está tudo certo”, conta a faxineira. Segundo ela, a família tem recorrido à horta de casa e a itens do sacolão para manter o prato equilibrado.

O dilema de Geralda em relação ao arroz ainda não tem prazo para terminar, já que não há expectativa de diminuição no preço do grão, mesmo após o governo federal zerar a tarifa de importação. “A redução com relação a tarifa zerada vai depender evidentemente da burocracia para que esse produto chegue ao Brasil. Mas não consigo ainda passar previsão”, diz o presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret Nametala.

O óleo, outro item que tem pesado no bolso dos consumidores, não entra mais na lista de prioridades nas compras do motorista de transporte escolar João Henrique Rocha Silva, 36. “Eu compro a banha ou toucinho de barriga. Frito e com a gordura do porco faço o óleo. É mais natural e melhor do que esse caro do supermercado”, explica ele.

Para reduzir o valor do óleo, a Amis encaminhou ontem um ofício ao governador de Minas, Romeu Zema, pedindo o retorno da redução da base de cálculo do produto adquirido fora do Estado. A medida visa a permitir maior concorrência entre as indústrias e reduzir o preço

“Em relação ao óleo há uma preocupação muito grande da quantidade de exportação que a soja vem passando. Isso evidentemente dificulta um pouco mais o mercado interno. Outra questão que estamos discutindo, dessa vez com o governo do Estado, é a importância de tentar equilibrar a tarifação de produtos de óleo especificamente de Minas e o que vem de fora para que a gente possa ter alternativas no sentido de comprar pelo melhor preço para o consumidor”, pontuou Claret.

O feijão, outro item em alta, também poderá permanecer caro por mais algum tempo e a causa, segundo explica Claret, também está relacionada ao mercado externo.

Enquanto os preços continuam altos, na casa da monitora de dança Elisângela Fernanda da Silva, 42, arroz e feijão continua somente uma vez ao dia. “Feijão, por exemplo, ou a gente faz no almoço, ou faz na janta”, conta. Sobre o óleo, ela também preferiu substituir. “Arroz e feijão na janta e no almoço eu não faço mais e uso banha de porco no lugar do óleo”, explica Elisângela.

No sacolão Hortifrut BH, no bairro Milionários, na região do Barreiro, a mudança no comportamento dos consumidores é perceptível. “O pessoal tem comprado mais batata, moranga e mandioca por causa da alta do arroz”, diz a caixa Rose Furtado, 53.

Além da Economia

Trocar o arroz por batata e outros legumes, o feijão por brócolis, e o óleo de soja por gordura animal, uma opção para muitos vale para além da economia, conforme explica a nutricionista Aline Soleane Carmo Braga.

“Essas substituições não são apenas alternativas em períodos de altas, uma vez que a variabilidade alimentar é muito bem vinda para a manutenção de uma vida saudável e de uma boa relação com os alimentos”, orienta.

Tributo

Desde setembro de 2018, a alíquota do ICMS/MG passou de 7% para 18%, para indústrias de outros Estados, elevando, os custos do produto. No óleo de soja, a mudança representa um aumento no ICMS a recolher de 1,05% para 10,21%, diz a Amis.

Tereza Cristina

A ministra da Agricultura disse nesta quinta-feira (10) que as medidas tomadas pelo governo federal vão estabilizar o preço do arroz.

Pacote de 5 kg chega a R$ 24,90

Em um supermercado no bairro Bonsucesso, região do Barreiro, o pacote de 5 quilos de arroz varia entre R$17,98 e R$24,90. Os clientes, porém, não podem comprar mais do que cinco pacotes do produto.

A limitação também vale para o óleo de soja. Cada cliente pode comprar no máximo dez unidades do produto, cujo frasco de 900 ml tem preço médio de R$ 6. Já o pacote de 500 mg de feijão custa entre R$ 5,98 e R$ 10 dependendo da marca, mas não tem limitação de quantidade para comprar.

O presidente da Amis diz que não há ilegalidade na prática. “Os estabelecimentos podem limitar a quantidade. Orientamos os clientes a não comprem em grande quantidade para forçar a redução dos preços, já que, quanto mais demanda do produto no mercado interno, mais aumentos podem ocorrer”, diz Claret.




Fonte: Post Completo

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