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Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, deixa a força-tarefa | Jornal Nacional

O coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, anunciou que está deixando a força-tarefa.

Na nota divulgada nesta terça-feira (1º), a Lava Jato afirmou que Deltan Dallagnol vai se dedicar a questões de saúde na família. O novo coordenador é o procurador Alessandro José Fernandes de Oliveira, integrante mais antigo do Ministério Público Federal do Paraná a manifestar interesse na função.

“Há poucas semanas, eu e a minha esposa passamos a identificar alguns sinais de um problema de desenvolvimento na nossa filha mais nova. Existem outros procuradores que podem seguir fazendo aquilo que eu fazia na força-tarefa de Lava Jato em Curitiba. A PGR não teve qualquer ingerência ou interferência no nome do procurador Alessandro, que é competente, responsável e sempre apoiador da Lava Jato, alguém que a gente confia que vai seguir fazendo o trabalho de forma independente”, explicou Deltan Dallagnol.

A coordenação da força-tarefa estava desde o início nas mãos de Deltan Dallagnol, que se tornou um dos rostos mais conhecidos da operação. Mas, com o passar do tempo, ele acumulou desgastes. O maior deles, o atrito com a Procuradoria-Geral da República sobre o compartilhamento de dados sigilosos da força-tarefa com o Ministério Público Federal. O procurador-geral da República, Augusto Aras, chegou a dizer em um debate que era hora de “corrigir rumos” para o que chamou de “lavajatismo não perdurar”.

Em outro revés, Deltan Dallagnol levou uma advertência do Conselho Nacional do Ministério Público 2019 depois de criticar ministros do Supremo. Na semana passada, um outro processo foi arquivado porque os fatos prescreveram. Ele foi acusado pela defesa do ex-presidente Lula de desvio de conduta e uso de dinheiro público na apresentação do PowerPoint durante a denúncia do triplex do Guarujá.

Existem ainda outros dois processos no conselho contra Deltan. Um sobre a criação de uma fundação para gerir US$ 2,5 bilhões de um acordo fechado entre a Petrobras e autoridades dos Estados Unidos; e outro de tentar interferir na disputa pela presidência do Senado em 2019.

Nesta terça, o Ministério Público Federal informou que haverá um período de 15 dias de transição entre Deltan Dallagnol e o novo chefe da força-tarefa. Alessandro José Fernandes de Oliveira é procurador desde 2004 e integra o grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República.

“A Lava Jato ela teve o seu início e a sua finalização é algo definitivamente impossível de ser previsto, e há ainda um grande potencial, um grande folego para tentar se alcançar pelo menos 70 vezes 700 fases na operação Lava Jato “, afirma Alessandro José Fernandes de Oliveira.

Em decisão liminar, a subprocuradora-geral da República Maria Caetana Cintra Santos determinou a prorrogação por mais um ano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

Ela é relatora do pedido de prorrogação no Conselho Superior do Ministério Público Federal.

O prazo de validade terminaria no próximo dia 10.


Fonte: Post Completo

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