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Editorial: Interesses escusos

Parque Ambiental é alvo de polêmica - Foto: Divulgação
Parque Ambiental é alvo de polêmica
Divulgação

Peça fundamental na necessária promoção do desenvolvimento sustentável, a bandeira da defesa do meio ambiente não deve servir de pretexto para atendimento a interesses particulares travestidos de caráter público. Quando isso ocorre, o efeito colateral vem às avessas, fomentando prejuízos em lugar de ganhos efetivos para a comunidade.

Parece estar enquadrada nessa premissa a proposta relacionada ao Parque Ambiental Vale Encantado, situado no bairro de Patamares, em Salvador. Criado em 7 de dezembro de 2007 por decreto do então prefeito João Henrique Carneiro, o parque

vem sendo foco de pressão de reduzido grupo de moradores de luxuosos loteamentos do entorno, para que deixe de ser

classificado como Parque Urbano, tendo sua área transformada em Unidade de Conservação de Proteção Integral.

Composta na sua versão original exclusivamente pelas lagoas dos loteamentos vizinhos, a área não possui vegetação expressiva, está inserida na linha de coleta de esgoto do programa Baía Azul e ali há previsão de implantação de uma avenida

considerada de grande importância para a melhoria da mobilidade urbana da capital. Incluída recentemente no Plano de Mobilidade de Salvador, a área do Vale está localizada a apenas 200 metros do Parque de Pituaçu, espaço para o qual deveriam estar sendo canalizados recursos com vistas a melhorias em benefício da população.

Diante de tal cenário não há como entender a transformação do Vale em Unidade de Conservação de Proteção Integral.  Ressalte-se, como bem pontuou o professor da Ufba Pedro Cerqueira Lima, em entrevista aqui publicada em

22/3/2020, que no local corre o rio Passa-Vaca, que se encontra poluído, insalubridade essa impeditiva do estabelecimento de uma unidade de conservação que pudesse ter seu uso estimulado.

O descabido intento, que atende a poucos privilegiados vizinhos, resulta, ainda, em insegurança jurídica, pois a municipalidade aprovou os loteamentos para serem ocupados sem restrições outras que não as previstas na Lei de Uso e Ocupação do Solo.

Aqui cabe a pergunta:aquem realmente interessa o Parque do Vale Encantado?





Fonte: Post Completo

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